- Editora Unb. Ano 2011 / 340 páginas. Tamanho: 23 x 16 x 2 cm (Livro novo). - Resumo: A crença ou não em uma vida pós-morte, na existência ou não de uma suprema divindade no direito ou não de igrejas ocuparem espaço na cidade, na mídia, no ensino, na política. Em geral, não se quer discutir questões religiosas, deixando cada um com a sua crença. Religiões são posturas filosóficas, que são sacralizadas para não serem discutidas. Hegel disse que se tivesse de resumir a sua época, ela se caracterizaria pela morte de Deus. Quando Zaratustra proclamou "Deus está morto", Dostoiévski respondeu "se Deus está morto, tudo é permitido". Ao que Nietzsche respondeu mais uma vez: "Deus pode estar morto, mas ressuscita sob a forma de mil fantasmas". Nesses sete Ensaios de Semiótica da Cultura se discutem aspectos relevantes e próximos dessa crise, examinando fenômenos culturais como a relação entre imagem e conceito, a diferença entre arte e ciência, o espírito geométrico da arquitetura modernista, a estrutura do Plano Piloto e dos prédios na Esplanada dos Ministérios de Brasília, o caráter tecnicista do ensino, a maneira de se estruturar projetos de pesquisa, as exigências que são feitas aos alunos universitários. Sem perder o viés do aqui e do agora, os ensaios procuram discutir grandes questões propostas em grandes obras de grandes pensadores como Platão, Descartes, Kant, Nietzche e Heidegger, não recuando diante de pontos nevrálgicos como a semelhança e a diferença entre paganismo e cristianismo, a relação entre monoeísmo e totalitarismo, a tentativa de redução da qualidade ao quantitativo, o predomínio da técnica, o formalismo dos projetos de pesquisa, as insatisfações de professores e alunos.